28/05/2010
Gente
Falo para a maioria silenciosa que passa por aqui. Eu temo uma maioria silenciosa. Os que calam porque consentem ou porque não tem nada a dizer. Não sei de onde vem, não sei aonde vão. A idéia inicial deste blogue era totalmente diferente (aliás agora existe um diferente), mas pra aproveitar o endereço iniciei por outro viés: o das idéias. Como sempre fui fascinado por mitologia grega apresentei um único diálogo para que ele se abrisse tomasse forma ou formas. O diálogo é do Desejo com o Medo, das diferentes maneiras e formas como eles se apresentam em nossas vidas, a principal delas esta no campo do relacionamento com o Outro, seja este Outro sujeito, objeto ou ao contrário, sejamos nós o objeto ou talvez ambos o sejamos. De qualquer forma é um diálogo circular que, como numa mandala astrológica, passa pelos 12 palcos da vida até retornar no mesmo ponto de partida. O diálogo embora seja representado por 2 deuses mitológicos, passa também por outras figuras mitológicas quer sejam gregas ou venham dos nossos mitos particulares. Este blogue é dialético, não é uma visão estática de um blogueiro, por isso pede participação. Muitas vezes o silêncio é de ouro, concordo totalmente. Mas, como disse Jean-Paul Sartre certa vez, o silêncio é reacionário! Eu quero histórias, eu quero dúvidas, questionamentos, dores, afagos, quero uma orquestra improvisada com letras sonoras. Tá certo que este blogue é elitista mesmo, não é pra qualquer um que não tenha a mínima noção do que se passa (ou deveria passar) aqui. Nâo é pra ser “bunitinhu”. Mas é pra Ser e Acontecer. Gente olha pro céu/Gente quer saber o um/Gente é o lugar/De se perguntar o um.(…)Gente espelho da vida, doce mistério…(Caetano Veloso). Eu quero escrever pra gente.
Aproveitando a oportunidade explico meio lacônicamente que a história abaixo acabou. Não teve fim, mas acabou. Bem, eu cometi um engano, a história não devia ser escrita na primeira pessoa, apenas as minhas intervenções seriam na primeira pessoa. Escrevo muito. E quando escrevo, se vai dar uma histórinha, faço isso em módulos, não sigo uma narrativa linear, como uma estante de módulos que você pode deixar do jeito que quiser. Muito pouco do que escrevo vem parar aqui, geralmente não pára em lugar nenhum, a não ser na falha memória do computador, até dar algum pau e eu perder tudo, como já aconteceu e eu não aprendi. Eu que sou do tempo da máquina de escrever deveria saber que nenhuma tecnologia substituiu ainda o papel impresso. Bem, por causa dessa falha, mesmo que só uma ou duas pessoas tenham lido, em respeito a ela(s), deixo a história assim, sem mudar nada nem acrescentar. Mas deixo em aberto caso alguém queira aproveitar o “gancho”. Também não costumo me assumir dono de nada que publico na net, nada de direitos autorais, caiu na rede é peixe. Se quero me assumir dono de algum texto que publico primeiro vou tratar de registrá-lo, não é o caso aqui. Só posto o que abro mão de autoria. Feitos estes esclarecimentos, resta dizer que este blogue pode ser paralizado a qualquer instante, digamos, por falta de liquidez pra manter uma banda larga. No mais, boa noite e não apague a Luz o último que sair.




